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ESCLARECIMENTOS SOBRE A FEBRE AMARELA

Segundo informações dos Ministérios da Saúde e Meio Ambiente, desde 1942 não se registrou nenhum caso de febre amarela urbana no Brasil. Nos últimos meses, entretanto, evidenciou-se a contaminação de pessoas pela febre amarela silvestre nos estados da região Sudeste e, recentemente, do Nordeste. São pessoas não vacinadas, que estiveram nas florestas das regiões consideradas de risco.

Em parceria com estados e municípios, o Ministério da Saúde vem adotando estratégias para evitar a ocorrência de surto na população humana. Dentre elas, a intensificação da vacinação de pessoas que irão para as florestas ou cerrados das áreas de risco.

O Brasil conta com uma vacina totalmente eficaz contra a doença. Esta deve ser tomada dez dias antes das viagens para as áreas consideradas de risco. Sua validade é de 10 anos, não sendo então necessário o reforço antes desse prazo. Recentemente, devido à grande demanda, distribuíram-se doses menores da vacina, reduzindo o tempo de proteção à pessoa vacinada, mas não a eficácia.

As causas do surto ainda não estão elucidadas, o que tem levado à divulgação de muitas informações sem comprovação ou fundamento. Pelo fato de a doença não ser sido motivo de preocupação por tanto tempo, muitos não conhecem seu ciclo de transmissão, causas e riscos.

O que é?

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada por vírus.

Quais os sintomas?

Febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômitos, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina).

Como se transmite?

A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos que estejam infectados pelo vírus. Essa infecção acontece quando o mosquito pica um macaco infectado. Os macacos são apenas os portadores do vírus, eles não o transmitem para pessoas. A transmissão de pessoa para pessoa também não acontece. 

Como tratar?

Não existe medicamento específico. O tratamento é apenas dos sintomas e requer cuidados na assistência ao paciente que, se hospitalizado, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, pode morrer.

Registraram-se casos de morte após a tomada da vacina. É importante entender que a vacina contém o mesmo vírus da doença, porém na forma atenuada, e visa estimular a produção de anticorpos (defesas) nas pessoas vacinadas. Se uma pessoa que esteja com a imunidade baixa toma a vacina, seu organismo pode não suportar. Por isso, deve-se informar idade, histórico médico e condição de saúde, antes de tomar a vacina.

Como se prevenir?

A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses de idade e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada para gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo, pois este é utilizado na fabricação.

A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença, onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos).

 

MACACOS NÃO TRANSMITEM FEBRE AMARELA

Eles são tão vítimas quanto os humanos, têm um papel ecológico muito importante e podem alertar sobre o surgimento do vírus

Os macacos NÃO transmitem o vírus da febre amarela. Pelo contrário, são tão vítimas quanto os humanos. E ainda cumprem uma função importante: ao contraírem o vírus, transmitido em ambientes silvestres por mosquitos do gênero Hemagogo, eles servem de alerta para o surgimento da doença no local. Desse modo, contribuem para que as autoridades sanitárias tomem logo medidas para proteger moradores ou pessoas de passagem na região.

“Há o receio de que os macacos possam transmitir diretamente a doença aos humanos, mas esse receio é infundado. Isso não ocorre. Em vez de agredidos ou mortos, os macacos devem ser protegidos para que cumpram a sua função de sentinela, de alertar para possíveis ocorrências de surtos da febre amarela”, diz o chefe da Conservação de Primatas Brasileiros (CBP), Leandro Jerusalinsky.

Já o Ibama faz questão de destacar que, além de prejudicar as ações de prevenção da doença, agredir ou matar macacos é um grave crime ambiental, previsto na Lei 9.605/98. Entre outras punições, a lei estabelece prisão de seis meses a um ano e multa para quem matar, perseguir ou caçar espécimes da fauna silvestre, em desacordo ou sem a devida licença da autoridade competente. A pena é aumentada em 50% quando o crime é praticado contra espécies ameaçadas de extinção.

O surto de febre amarela representa uma grave ameaça para os macacos que habitam a Mata Atlântica. Parte significativa dos primatas do bioma está ameaçada de extinção, entre eles, o bugio, o macaco-prego-de-crista e o muriqui do sul e do norte. Em razão da matança indiscriminada, em muitas áreas já não há mais macacos. Como a reintrodução dos animais nos seus hábitats preferenciais, florestas desenvolvidas, é uma tarefa difícil, decerto ampliamos muito o risco destes primatas à extinção. Infelizmente, por ora, não há nenhuma ação institucional para evitar o declínio irrecobrável das populações remanescentes.

 

O QUE FAZER

– Ao encontrar um macaco morto ou doente, a população deve informar ao serviço de saúde do município, do estado ou ligar para o Disque Saúde (136), serviço do Ministério da Saúde.

– Nada de manipular os animais (não por risco de contrair a febre amarela, mas outas doenças). Caberá aos técnicos da área de saúde avaliarem se há possibilidade de coletar amostras para análise em laboratório e se a morte foi isolada ou atingiu um número maior de primatas.

– Em casos de maus-tratos a macacos, as pessoas devem denunciar imediatamente o fato aos órgãos ambientais (Ibama, ICMBio, Polícia Militar Ambiental e secretarias municipais e estaduais de Meio Ambiente).

– O Ibama recebe denúncias de maus-tratos a animais silvestres pelo telefone 0800-618080 (de segunda a sexta, das 8h às 18h), pelo site E-Ouv e presencialmente em todas as suas unidades. Fotos e vídeos facilitam a investigação do crime e a identificação dos responsáveis.

– Ao encontrar macacos vivos, sadios e em vida livre, as pessoas não devem capturá-los, retirá-los de seu habitat, alimentá-los, levá-los para outras áreas, agredi-los ou muito menos matá-los.

– Em  São Paulo há um aplicativo para celular, “Denúncia Ambiente”, além dos sites da Coordenadoria de Fiscalização Ambiental, http://www.ambiente.sp.gov.br/cfa/denuncias/, e da Polícia Militar Ambiental, http://www3.policiamilitar.sp.gov.br/unidades/cpamb. O telefone da Polícia Ambiental é (11) 5085-2100; é possível também ligar para o número 190 para denunciar ações que coloquem em risco a vegetação ou os animais nativos.

 

FONTE: AGROFLOR, com informações de:

Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br

Ministério do Meio Ambiente: http://www.mma.gov.br


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